
Uma diz:
– "Preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem."
e a outra retruca:
–"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
e a outra retruca:
–"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
Porque as duas sofrem da mesma urgência.
Um coração e uma vontade. Uma falta e um excesso. Um choro e um riso. Um sofrer e um esquecimento.
E não tem nada de errado com elas.
p.s: ando numa fase muito Caio Fernando Abreu.
0 quês ;:
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