segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

So I drink and I smoke and I ask you if you're ever around.

As palavras saem da nossa boca como se tivessem esquecido o que significam.

Give us this day our daily bread.

"I'm your dull woman, a part of the daily bread for which you pray at church."

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Remova as nuvens e olhe a grande paisagem.

O fato é que você escolhe coisas. Você escolhe as melhores coisas para você, nesse momento da sua vida. Nada é permanente, mas é o que você escolheu, com as opções que você tinha, com os desejos que você tinha.
E você renuncia coisas. Escolher é perder – não dá pra ter tudo.
E algumas vezes você tem de sacrificar as coisas que você gosta.
Então, foco no que você tem e escolheu.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Wait. Ok. You gotta look before you go.

Meus monstros estão enterrados profundamente, mas você deveria dar uma olhada... A gente nunca sabe quando eles estão satisfeitos.

domingo, 22 de novembro de 2009

Painkiller.

Ele me diz coisas lindas.
Mesmo quando ele não fala uma só palavra, ainda me diz coisas lindas.

Eu te amo por isso.

"Tô te querendo, meu amor, agora... hoje. Quero te querer amanha ainda. E depois e depois de amanha."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

You're the only one who can turn me on.

And I love you so.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O que a intrigava era o momento da virada, o momento do tudo-ou-nada, quando o nada virou tudo. Questão de segundo. Questão de toque.

sábado, 7 de novembro de 2009

Agora,

como posso possuir o que é meu, com você sempre mudando de lado?
Mas você não vai tirar meu orgulho, não desta vez.

limpo e nítido

Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo. Dormiam juntos, no sonho, porque era bom para um e para outro estarem assim juntos, naquele outro espaço. Não vinha nada de fora, nem ninguém. Deitada nua no ombro também nu dele, não havia fatos. Dormiam juntos, apenas. Isso era limpo e nítido.





(caio fernando abreu)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

And I wanna wake up with the rain falling on the roof while I'm safe there in your arms.

Para ela, aquela tinha sido uma tarde singular. Chovia, mas eles estavam secos e seguros juntos, adormecidos no quarto quente.
O barulho das gotas de chuva caindo ritmava os corpos, enquanto eles diziam que se amavam, que se amavam, que se amavam...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Se eu acordo preocupada com as contas

Há quanto tempo eu conheço você
Oh, quanto tempo eu ainda vou precisar
E eu dependo do que eu não entendo
Eu pretendo apenas
Que você saiba que isso é meu amor

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

If I just lay here would you lay with me and just forget the world?

I don't know where, confused about how as well, just know that these things will never change for us at all.

sábado, 31 de outubro de 2009

Nothing.

We spent some time
Together walking
Spent some time just talking
About who we were
You held my hand so
Very tightly
And told me
what we
Could be dreaming of

We spent some time
Together drinking
Spent some time just
thinking
About days of joy
As our hearts started
Beating faster
I recalled your laughter
From long ago

We spent some time
Together crying
Spent some time just
trying
To let each other go
I held your hand so
Very tightly
And
told you what i would be
Dreaming of

There's nothing like you and I,
So why do i even try?
There's nothing like you and I.


Nothing Like You and I - The Perishers

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Gosto muito de você, leãozinho.

Agora faz sentido eu querer amor pra você.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

She turned to me & whispered:


"...Sou econômica e absolutamente suja nos meus pensamentos, palavras e ações."

domingo, 25 de outubro de 2009

Tudo o que importa neste mundo é o quanto eu gosto de você.

E ele disse "você está muito bonita".
Ela estava usando uma saia e ele achou que ela estava bonita.
E ela também não ligou pra mais nada, porque ela só queria que ele a achasse bonita, e ele achou.














birds - kate nash

terça-feira, 20 de outubro de 2009

'Vem, meu bem...'

When I'm in your room, lying in bed, feeling your touch, feeling your lips, loving every freckle, every curve, every inch of your skin, when I feel you fulfilling me entirely, taking all of me in... I know the Heaven is right here.

domingo, 18 de outubro de 2009

Quero a vida sempre assim,

Com você perto de mim...

Mas você me conhece eu faço tudo errado, tudo errado.

Eu só quero ficar do teu lado.

sábado, 17 de outubro de 2009

O começo do fim.

E houve um dia ruim. E houve um silêncio. E houve meu erro (e ninguém vai considerar o que foi que me levou a cometer o erro, ninguém se importa com o antes). E houve uma linha invisível delineada. E minhas cicatrizes doeram. E meu amargor adoçou tua boca. E um encanto foi quebrado. E houve a fenda, a pequena e fina fenda, que vai converter-se em abismo. O abismo entre nós. E foi aí o começo do fim.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

I won't, baby.

I won't go anywhere.
Well, at least, I won't go without you.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Algo está acontecendo comigo.

Um dia eu vou estar tão diferente que mesmo olhando nos meus olhos vocês não vão me reconhecer.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Então, nunca vá embora.

Tu é todas as coisas e todas as horas do dia.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Não gosto de ti assim, quando tu fica longe. Isso te deixa em metades.
E eu te gosto inteiro. Te quero bem inteiro.

glimpse of heaven

Lembra quando a gente achou que tava mais perto do céu?
Eu sempre me sinto assim quando teu corpo se con(funde) com o meu.

Wait for me, sweet town.


I'll be back to where I belong.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Make love with me baby,

till we ain't strangers anymore.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

It's only the end.

Give me some time, I just need a little time!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Me and the Dragon

Can chase all the pain away.
So before I end my day, remember:
My sweet prince, you are the one. My sweet prince, you are the one.

Never thought I'd have to retire. Never thought I have to abstain. Never thought all this could backfire. Close up the hole in my vain...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

tem sido cada vez melhor.

mesmo quando machuca.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pode faltar serotonina

se tiver chocolate.

sábado, 12 de setembro de 2009

try to control the pull of one magnet to another.

Eles estão com muito medo de nós.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

No rhymes.

You’re like a firecracker.
You’re my night delight.
You gave me shelter before the storm begin.
You're my saving grace, my safe haven.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vem cá, por favor...

que eu só caibo no teu colo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Foram dias chuvosos aqueles.

E talvez nem houvesse chovido.
Mas sempre foram dias chuvosos, aqueles que gastei pensando em ti.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

One for all, and all for one.

Apesar das brigas, da distância, dos beijos, dos erros, do choro, do(s) (e de todos os) pseudo-namoros, dos tragos, da xingaria, das cartas, das noites ruins, dos segredos que nunca são segredos, do mau-humor, da pinga ruim, dos tapas, socos, mordidas, das partidas de uno perdidas, das batatas mal fritas, do filme ruim, do tédio reinante, das transas na sala, dos planos fracassados, do desapontamento, da falta de motivo pra se ver, pela falta de idéias, pela falta de vontade, pela perda de sentido, pelo cansaço, por se transformar em algo que não faz nexo, mas mesmo assim, ainda manter o vínculo inicial, só queria lembrar que ainda somos nós quatro, um por todos e todos por um.



Eu sinto falta de nós.

Fluxo

Um desânimo a preenche, sente-se vazia e inútil. O cheiro da rotina a enjoa, a faz perder o gosto da conquista, ou a vontade de glória. É triste, maçante seguir assim por esse rumo. Ela sabe. E ela o faz, a passos torpes.
Toda aquela retórica sem sentido, aquele destino que não parece o dela. Os mesmos rostos, os mesmos bancos, a mesma sala oca de alma.
Entorpecida e ensopada (de sonhos, de vontades, de falta) ela abandona o picadeiro todo fim de tarde, só para voltar todo início de manhã.
À noite, imergida em si, observa a chuva caindo. E não espera nada. Nada da chuva. Nada da estrada. Nada do dia de amanhã.
Nem dela.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Prá você lembrar de mim

Ou simplesmente
Refinando essa amizade
Eu vou dizendo
Na sequência bem clichê
Eu preciso de você...



Balada Do Amor Inabalável - Skank

sábado, 29 de agosto de 2009

Números são números.

E eu nunca fui boa em matemática.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

The lion fell in love with the lamb.

E o cordeiro ensinou o Leão a curvar-se.

domingo, 23 de agosto de 2009

Eu sabia que isso ia acontecer.

– tudo que eu te falava era que não queria te perder de novo...e isso aconteceu.

Desculpe. De novo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Minha própria avenca.

Que cresceu - tão - inesperadamente dentro de mim, que foi capaz de modificar tudo o que eu ponderava, tudo o que eu esperava, todas as idealizações; que cresceu tão forte que me obrigou a quebrar os vários preceitos que criei. Inesperadamente...
E se tornou a avenca que eu mais quero, a avenca que eu mais torço para que continue a crescer, minha avenca preferida dentre tantas que eu plantei (e até ousaram crescer, alguns centímetros que fossem). A avenca imprevisivelmente escolhida. A avenca amada.
Eu não me importo que essa avenca não tenha noção disso – a noção exata, clara – e do que isso significa em/pra mim.
Eu só não quero que minha avenca parta.
Não quero que ela seja “uma avenca partindo”.

sábado, 15 de agosto de 2009

Can't believe how many times I'm saying it.

I'm in love with you. I apologize for the blunt delivery, but as problematical as this fact may be, I am in love with you. I can't figure out the mathematics of this, I just know I'm in love with you.
And I never thought I'd feel this way again, so that's pretty phenomenal!
I finally know what I want and that in itself is a miracle. And what I want is you.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Todo o meu tempo, todo o meu zelo, todo o meu prédio

"Nossa, há quanto tempo eu não te via assim..."
Há quanto tempo que eu não me via assim.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E não me entenda mal

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. (...)

Caio Fernando Abreu

domingo, 9 de agosto de 2009

On the playground, love.


Anytime, anywhere, you're my playground love.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Como eu já me senti assim?

...a única coisa que eu desejava na vida, com a mesma paixão que outros
dedicam a perseguir a fortuna, a glória, o sucesso ou o poder, era ela, com
todas as suas mentiras, suas confusões, seu egoísmo e seus desaparecimentos. Uma
breguice, sem dúvidas...

(Llosa - As travessuras da menina má)


Como eu já me senti assim, e achei natural?


*Troquemos ela por ele, nesse caso.

terça-feira, 28 de julho de 2009

E mais uma vez,

Sou eu e a expectativa da iminência.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Tenho que parar de escrever e ler mais.

E também preciso de férias.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

– Eu só queria saber quanto isso vai durar.

Pouco.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Am I asking you for something?

Did I have asked you for help? I don’t even wanna know your judgment. I don’t care about what you’re thinking. I’m sick of you, boy! Sick of you and your fucking attitudes, so sick about your critical thoughts about me, and your lack of guts to tell me everything face-to-face.
You and your perfect behavior, your amazing attitudes… Everything so perfectly calculated. I’m sick of you looking at me and disapproving everything I do or say. How dare you say that my behavior is unacceptable?!
Stop flattering yourself! Who the hell do you think you are? What do you know? You know nothing! You mean nothing to me.
I never needed you, never gonna need you.
You better look at yourself, and stop giving me fucking moral lessons. You know nothing about me, about what I feel, what live, what I think, what I've already been. You can't even handle yourself yet.
Wait till the day someone will put under your nose your defects, and blame you for being that way, and criticize you by live the way you want to live, and so think how you gonna feel about that, so then we'll talk.
So then maybe you can figure me out, 'cause now, you're just a lovesick childish boy, thinking you know me 'cause saw me cry.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

I'm talking 'bout love.

Let’s turn this spark into flame. Inside this cold hull there’s only fire.
Come and burn with me.

domingo, 14 de junho de 2009

Falta de jeito

Eu faço coisas estúpidas, e eu falo coisas idiotas.
Deve ser por isso que eu estou sozinha.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Samla diz:

nascemos para procriar natália, NÓS TEMOS QUE ACHAR
NOSSO HOMEM











Tá difícil amiga. "/

terça-feira, 9 de junho de 2009

Poeminha bobo.

I miss the time
When people said
‘Oh! You shine!’
I miss the time
When I said
‘Sometimes, I feel like
I could fly!’
But every time I
Predict these words
Every little thing turns into
High and dry.







Poema tosco, mas saiu sem dificuldade, vale postar.
Tenho ouvido muito Radiohead e Coldplay - iss não é bom - DEFINITIVAMENTE.
E ah! Eu sou a menina da música We Get On, da Kate Nash! \o/

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Eu sou uma piada.

O melhor seria se um desses caminhões-pipa passasse em cima de mim. Alias, um daqueles CEGONHAS.
(y)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Fazer o quê.

Eu já tô tão acostumada com o fracasso, e é tão comum eu me sentir frustrada, ou ter minhas expectativas frustradas que dessa vez não pode ser diferente.


E se eu quebrar, vou ficar inteira.

domingo, 31 de maio de 2009

Pode ser que eu morra.

Não que eu esteja mal. Não que eu esteja tentando isso.
Mas, tá nublado, ou chovendo, muito frio e eu passei o domingo todo no sofá, ouvindo Radiohead.
Não tenho vontade de nada. Nada.

E sei lá, eu sinto uma febre. Psicologicamente falando.



Acho que vou ouvir Creep, mais uma vez.

sábado, 30 de maio de 2009

Marcela diz:

bom, se não for, é porque ele é um baita de um otário igual ao resto, e não compensa nem perder teu tempo com ele

sexta-feira, 29 de maio de 2009

De noite, daí...

"Dá minha jaqueta, que faz um puta frio lá fora, e quando chega essa hora da noite eu me desencanto.
Viro outra vez aquilo que sou todo dia: fechada, sozinha, perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada. "

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ai, Deus, o que é isso?

.












Ah, é esperança.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Er...

Sei lá, tem uma coisa faltado... Tem uma coisa que eu quero e que eu não posso ter.
Eu amo alguém que não é quem eu queria que fosse, não é quem eu queria amar, eu não queria nem amar! Se é que é amor esse contraste de sentimento, que ora vai, ora volta, mais forte, mais lúcido, mais doído, no meio da noite. E eu não tenho ele e não posso ter e nem quero! E não tem ninguém pra me dá a mão!
Minha cabeça dói, eu tô cansada, vencida, submissa. E eu preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Então...

– bom, agora tu sabe: ou desencanta ou vai pro abraço né.





Como se fosse fácil.

domingo, 24 de maio de 2009

Uma espécie de ressaca moral.

Eu odeio esse sentimento de ‘que merda, porque fiz isso?’. Eu odeio ser impulsiva demais, odeio esquecer que tem um depois e que eu sou assim, o que se pode chamar de introvertida (medrosa).
E então agora eu vou ficar quieta, não vou mais falar, nem me mexer, nem usar minhas roupas, e tô pensando seriamente em não sair mais de casa.
É.




sábado, 23 de maio de 2009

"

Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã. "

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ó vida, ó dia.

E uma me diz: “...e tu tem tendências a ‘princepesar’ qualquer um que te desperte interesse. Pé no freio, pessoa.”
E a outra: “...tu precisa deixar de ser pessimista, insegura. Confiar é preciso, em qualquer circunstância. Acredita mais nas coisas, guria.”

quinta-feira, 21 de maio de 2009

sobre duas pessoas que conheço.


Uma diz:
"Preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem."
e a outra retruca:
"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."


Porque as duas sofrem da mesma urgência.
Um coração e uma vontade. Uma falta e um excesso. Um choro e um riso. Um sofrer e um esquecimento.
E não tem nada de errado com elas.

p.s: ando numa fase muito Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Não estou desesperada, não mais que sempre estive, não estou bêbada nem louca, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída.


terça-feira, 12 de maio de 2009

E hoje

eu me sinto mais sozinha do que nunca.













Wake Up Alone - Amy Winehouse

sábado, 9 de maio de 2009

Medo tem tamanho.

O meu medo tem.
O meu medo tem o meu tamanho.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Morre

sua estúpida, sádica, abusiva, desprezível.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A Uma Mulher

Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sobre o teu peito
Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias
E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino
Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne
Quis beijar-te num vago carinho agradecido.
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
E que era preciso fugir para não perder o único instante
Em que foste realmente a ausência de sofrimento
Em que realmente foste a serenidade.




Vinicius de Moraes

domingo, 3 de maio de 2009

e é.

"Parecia-lhe que já fora tão experimentada que agora lhe deveria chegar,
pela lógica romântica dos humanos, a hora de receber a paz."


Clarice Lispector

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Eu cá com meus botões, pensei:

esquece. Se fosse pra ser já tinha sido. Essas coisas são rápidas, acontecem num piscar de olhos e quando tu vê tu já ta lá e nem sabe como, nem quando aconteceu.

Então tô aí, tentando me conformar.
Engraçado é que mesmo eu tendo consciência disso tudo, eu ainda espero...Não sei bem pelo quê.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Só hoje.

Queria que tivesse dado certo. Que tu tivesse mudado, que eu fosse mais forte, que demonstrássemos mais.
Que eu fosse mais e tu menos orgulhoso. Que a gente passasse mais tempo juntos, que conversássemos mais, que a gente se beijasse mais, se abraçasse mais, que as coisas fossem mais simples.
Queria ter sido menos insegura, e tu tivesse sido mais atencioso. Queria ter começado de outro jeito, queria que fosse a primeira em tudo.
Queria ter chegado perto do teu coração, e que soubesse que o meu era só teu.
Queria que a gente soubesse pra onde ia, que a gente quisesse caminhar junto.
Queria saber explicar melhor, saber falar e escrever melhor e queria ter falado ou invés de ter ficado em silêncio.
Queria saber decifrar todos os teus olhares e gemidos. Queria ter sido maior para caber em ti. Queria teu quadro na minha parede. Eu te queria.
Eu queria que a gente tivesse se amado.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Como será quando a gente se encontrar ?

Ou, quando será que a gente vai se encontrar?

sábado, 25 de abril de 2009

Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda?

Eis a questão.




(y)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Menina mimada,

nunca fica satisfeita. Só quer se queixar.
Foi brincar no balanço, perdeu as sementes no ar!
E olha só o que foi que te sobrou: nada.




(como de costume.)

domingo, 12 de abril de 2009

E é tão real...

Que eu espero que você esteja comigo amanhã.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Você está representando um papel.

Quem é você? O quê é você?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Substitute For Love.

- E aí?
- Olha... eu to aqui.
- Então nós estamos aqui... O quê tu quer fazer?
- Eu quero ficar contigo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Outra ;

Passo meus dias sendo assombrada por pensamentos divergentes sobre duas pessoas. Uma tem meu coração e meus joelhos no chão. A outra tomou conta da minha curiosidade e é dona da minha racionalidade. Por uma eu já me arrastei, e ainda ando de joelhos, como quem paga uma promessa – ou implora. Outra parece ter os braços abertos, esperando por um abraço.
Uma é intensa, me faz sentir submissa – em especial ao me prender contra parede, me mostrando o quanto é ‘desinibida’. A outra, que ainda conheço tão pouco, quer conversar e me faz sentir igual enquanto dança comigo.
Enquanto eu conquisto o coração de uma, bombardeando as muralhas de gelo construídas ao redor dele, a outra mostra-se sem medo.
Enquanto uma tem o passado pesado e vivo, a outra quer viver o agora.
Enquanto uma precisa pensar, planejar, ensaiar, e repensar suas próximas palavras, a outra usa meia dúzia de palavras claras, simples e eficientes.
Uma é tão complexa, que nem com todo o tempo que já dividimos foi capaz de perceber o que sinto. A outra não precisou de mais de cinco minutos para entender (e compreender e aceitar) minha confusão.
Uma quer ser conquistada, a outra quer dividir.
Uma é ambígua – tal qual meu sentimento por ela. A outra é transparente.
Por uma eu espero, a outra diz que me espera.
Eu fiz um acordo com uma, e a outra me respeita por isso.
E, por esse acordo, eu perco a outra, sem ter certeza se tenho Uma.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

morte de uma amizade ;

- Te fiz alguma coisa? Tu tá de cara? Ou simplesmente resolveu me ignorar?
- ...
- Porquê?
- A gente não vibra mais na mesma freqüência.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Casa na árvore

Eu procurei diversas frases para começar esse escrito, e as únicas que me vieram em mente são aquelas que destaquei no livro “A paixão segundo G.H".
A primeira frase foi essa: “Mas tenho medo do que é novo, e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.”
Isto faz muito sentido na minha vida. Eu sou e sempre fui muito medrosa – em todos os sentidos – e muito insegura. Sempre desconfio do que eu e do que os outros sentem, e das situação que eu passo – para mim, são sempre ambíguas. Então, tenho tendência a levar tudo nos extremos, 8 ou 80. E acabo sempre virando um tipo de líder natural, não pela capacidade de organização, mas pelo excesso de controle sobre as situações.
E, estranhamente, essa frase, que uso tanto para definir o jeito que conduzo as coisas, é contraditória ao que sinto nesse momento.
Estou trilhando um caminho que sei onde vai dar. Não por já ter o trilhado muitas vezes, mas por ter trilhado uma vez só, duradouramente, e bem feita. Porém, não é de hoje que um sentimento novo tem dado as caras – justo agora, que as coisas pelas quais ansiei/lutei/esperei estão se concretizando.
Um sentimento de... liberdade? Não é bem a palavra! O que sinto é uma vontade espantosa de largar as redes em que me seguro e me jogar no desconhecido – por menos desconhecido que seja ou pareça ser. Uma vontade de trocar o chão firme (ou o chão que vem se firmado, com muita da minha ajuda) pela sensação de impotência da queda livre.
A questão é: será que vale a pena trocar tudo aquilo que eu tenho cultivado, que não era nada – NADA – no início e que agora vem crescendo timidamente, por algo insólito mas sem futuro, que me durará apenas algumas boas horas de diversão e lembranças?
Devo deixar que morra o pequeno broto, delicado, bonito, por aquele balanço de pneu na árvore, forte e vistosa, no topo do morro, mas cujas cordas logo se arrebentarão?
Talvez eu devesse cultivar o meu broto, e esperar pelo dia em que eu possa sentar debaixo de sua árvore para ver o sol se por. Talvez eu não sinta a excitação toda de um balanço, mas certamente terei o sossego e o alento de uma casa na árvore.

Fracassada. É.

Eu quis te proteger. Eu quis ser as asas de anjo, a rede protetora, o respirador. Almejei demais. Eu quis ser os braços que aparam a queda, as mãos que detém do abismo. Eu estendi as minhas mãos e você apenas tocou a ponta dos meus dedos. Mas, hesitando, você tornou a olhar para trás e o escuro foi mais atraente que minhas mãos estendidas. Em segundos, você destruiu o esboço do que seria ‘nós’ um dia, e se tornou rude e segura como nunca eu vi. Envergonhada e machucada, eu recolhi meus braços quebrados, e enfiei meus sonhos e planos dentro de uma mala, para sair pela porta de trás, sem palavras, apenas...fracassada.

(Ah, talvez esse, depois dos 7362 blogs que eu tive, funcione.)