Não que eu esteja mal. Não que eu esteja tentando isso.
Mas, tá nublado, ou chovendo, muito frio e eu passei o domingo todo no sofá, ouvindo Radiohead.
Não tenho vontade de nada. Nada.
E sei lá, eu sinto uma febre. Psicologicamente falando.
Acho que vou ouvir Creep, mais uma vez.
domingo, 31 de maio de 2009
Pode ser que eu morra.
sábado, 30 de maio de 2009
Marcela diz:
bom, se não for, é porque ele é um baita de um otário igual ao resto, e não compensa nem perder teu tempo com ele
sexta-feira, 29 de maio de 2009
De noite, daí...
"Dá minha jaqueta, que faz um puta frio lá fora, e quando chega essa hora da noite eu me desencanto.
Viro outra vez aquilo que sou todo dia: fechada, sozinha, perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada. "
Viro outra vez aquilo que sou todo dia: fechada, sozinha, perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada. "
quinta-feira, 28 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Er...
Sei lá, tem uma coisa faltado... Tem uma coisa que eu quero e que eu não posso ter.
Eu amo alguém que não é quem eu queria que fosse, não é quem eu queria amar, eu não queria nem amar! Se é que é amor esse contraste de sentimento, que ora vai, ora volta, mais forte, mais lúcido, mais doído, no meio da noite. E eu não tenho ele e não posso ter e nem quero! E não tem ninguém pra me dá a mão!
Minha cabeça dói, eu tô cansada, vencida, submissa. E eu preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem.
Eu amo alguém que não é quem eu queria que fosse, não é quem eu queria amar, eu não queria nem amar! Se é que é amor esse contraste de sentimento, que ora vai, ora volta, mais forte, mais lúcido, mais doído, no meio da noite. E eu não tenho ele e não posso ter e nem quero! E não tem ninguém pra me dá a mão!
Minha cabeça dói, eu tô cansada, vencida, submissa. E eu preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Uma espécie de ressaca moral.
Eu odeio esse sentimento de ‘que merda, porque fiz isso?’. Eu odeio ser impulsiva demais, odeio esquecer que tem um depois e que eu sou assim, o que se pode chamar de introvertida (medrosa).
E então agora eu vou ficar quieta, não vou mais falar, nem me mexer, nem usar minhas roupas, e tô pensando seriamente em não sair mais de casa.
É.
E então agora eu vou ficar quieta, não vou mais falar, nem me mexer, nem usar minhas roupas, e tô pensando seriamente em não sair mais de casa.
É.
sábado, 23 de maio de 2009
"
Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã. "
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Ó vida, ó dia.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
sobre duas pessoas que conheço.

Uma diz:
– "Preciso de um colo que ninguém dá. Mas tudo bem."
e a outra retruca:
–"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
e a outra retruca:
–"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
Porque as duas sofrem da mesma urgência.
Um coração e uma vontade. Uma falta e um excesso. Um choro e um riso. Um sofrer e um esquecimento.
E não tem nada de errado com elas.
p.s: ando numa fase muito Caio Fernando Abreu.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Não estou desesperada, não mais que sempre estive, não estou bêbada nem louca, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída.
terça-feira, 12 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
A Uma Mulher
Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sobre o teu peito
Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias
E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino
Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne
Quis beijar-te num vago carinho agradecido.
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
E que era preciso fugir para não perder o único instante
Em que foste realmente a ausência de sofrimento
Em que realmente foste a serenidade.
Vinicius de Moraes
domingo, 3 de maio de 2009
e é.
"Parecia-lhe que já fora tão experimentada que agora lhe deveria chegar,
pela lógica romântica dos humanos, a hora de receber a paz."
Clarice Lispector
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Eu cá com meus botões, pensei:
esquece. Se fosse pra ser já tinha sido. Essas coisas são rápidas, acontecem num piscar de olhos e quando tu vê tu já ta lá e nem sabe como, nem quando aconteceu.
Então tô aí, tentando me conformar.
Engraçado é que mesmo eu tendo consciência disso tudo, eu ainda espero...Não sei bem pelo quê.
Então tô aí, tentando me conformar.
Engraçado é que mesmo eu tendo consciência disso tudo, eu ainda espero...Não sei bem pelo quê.
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